quinta-feira, 5 de agosto de 2010



Não desejo nem ouro nem prata
nem riqueza nem pobreza
nem amor nem desprezo
nem felicidade nem tristeza

Não desejo estar ao seu lado
nem viver longe de ti
nem dias nublados
nem noites de luar
nem sol ensolarado
nem chuvas no final da tarde

Não desejo o fim dos dias
nem o começo de uma vida nova
não desejo verão nem tão pouco inverno
nem que o tempo volte
nem que este ano termine

Não desejo velas
nem flores
nem músicas
e nem poemas

Não desejo festa
nem lágrimas
nem arrependimentos
nem amor a toa

Não desejos vida
e nem morte
nem medos
nem desespero
nem sonhos
nem promessas

Não desejo continuar
e nem desisti
nem começar um novo livro
e nem termina aquelas páginas

Ao encontro do meu eu
não é permitido desejar
desejo é projetar algo que a muito se busca
e pouco se alcança
permitir...

Permito-me...
Viver
Chorar
Sofrer
Rir
Amar
Sonhar
Noites de chuvas
Dias de sol
Mar calma
dia revolto

Permito-me
te amar
mesmo sendo errado
mesmo sofrendo
mesmo desejando não desejar
mesmo vivendo e chorando cada lembrança
mesmo rasgando cada ferida cicatrizada
ao som do teu nome pronunciar

Permito-me
sofrer a cada palavra
a cada recordação
e sorri com doce lembranças
dos beijos, afagos e carinhos

Quando de repente teu olhar der de encontro ao meu
em meio a multidão
e percebermos que nem o tempo
é capaz de apagar
o que foi escrito
e que nem os cortes fechados
são capazes de encoberta os abraços
e as palavras ditas...

Mas quando a quimera do momento acabar
as lágrimas permitiram se entregar
ao ver suas costas e seus passos
na direção errada...

Porque tudo que será lembrando é...
O FIM!

Frase do dia: Por mais que esperamos algo, quando a coisa acontece nos surpreende de tal modo que o ar falta ao tentar respirar para falar algumas bobagens!

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